27
out 2011

Personalidades fecham a Semana da Responsabilidade Social

Flávia Cintra: repórter do Fantástico, palestrante, mãe cadeirante. Nada de vítima, de super-herói e, principalmente, de “exemplo de vida”: “Detesto! Às vezes consigo atingir objetivos, às vezes não”. Ministrante final da Semana da Responsabilidade Social (SRS), fez questão de trocar experiências com o público: “Adoro ser interrompida!”.

Flávia Cintra

Parte de sua história é bastante conhecida do grande público: após acidente (aos 18 anos), Flávia ficou tetraplégica, passou por fases de aceitação, medo e preocupações, entendeu que podia ser feliz em sua cadeira de rodas e viveu a vida. Essa liberdade e tranquilidade com si mesma chamou a atenção do autor de novelas da Rede Globo, Manoel Carlos, que se inspirou em sua trajetória para compor a personagem Luciana, vivida pela atriz Alinne Moraes.

Admirada com a acessibilidade geral da TOTVS (desde a infraestrutura até a comunicação), Flávia falou sobre o papel das pessoas com e sem deficiência na sociedade, os estigmas sociais e a importância da novela “Viver a Vida” para romper estereótipos. Tudo sempre pincelado de relatos pessoais: uma vez que seu acidente ocorreu na fase adulta, as experiências mais legais aconteceram “na cadeira”, como costuma dizer.

Plateia atenta às histórias de Flávia Cintra

Poucas pessoas sabem que Flávia é também militante pelos direitos das pessoas com deficiência, desde 1993, quando sentiu a necessidade de contribuir para a virada de paradigmas. Segundo ela, tratar as pessoas com e sem deficiência da mesma maneira não é tratar com igualdade. Muito menos enxergar deficientes como “casos especiais”. Tudo é uma questão de informação, que Flávia comprova através de uma equação simples: “deficiência = limitação funcional x barreiras do ambiente”. Já que a primeira parte da equação não muda, o ideal é que a segunda parte seja sempre zero, não alterando a vida do deficiente.

Flávia contou ainda sobre sua experiência como mãe. De gêmeos! “Senti muito medo quando soube que estava grávida. Pensava em como cuidaria deles; como daria banhos, fecharia os botões de suas roupas… Mas, notei que o mais importante para eles não era fechar seus botões, e sim o amor que receberiam”. Nem todos, porém, entendiam: algumas pessoas ficaram chocadas com a notícia, inclusive um médico, que a recomendou analisar se a gravidez seria viável: “Meu primeiro médico pensou que iam nascer cadeirinhas de roda ao invés de bebês”, brinca.

Jovens voluntários atentos em suas tarefas

Entre 2009 e 2010, Flávia teve sua vida positivamente explorada para dar realidade à novela “Viver a Vida”: “O autor se preocupou que cada capítulo fosse muito real”, explica. De implicante com a famosa rede de televisão, a jornalista passou a ser sua principal colaboradora. É compreensível: em geral, meios de comunicação retratam a deficiência como castigo (para o vilão) ou reversível pela cura milagrosa (para o mocinho). “Temos a prática de acreditar que a deficiência é algo ruim. É o que está embutido nesta imagem”.

Com a personagem Luciana, contudo, o público não mais questionava a possibilidade de cura ao final da novela, mas se ela voltaria a ser modelo, se namoraria, casaria… A cadeira de rodas passou a ser enxergada como algo real e imutável, mas independente da felicidade da jovem: o que era símbolo negativo se transformou em ícone fashion.

Flávia se encanta com o público da Semana da Responsabi

Outras “personalidades” que chamaram a atenção no evento foram os jovens IOS que trabalharam voluntariamente. Cheios de planos para o futuro e com muitas ações sobre o presente, os talentosos alunos falaram sobre suas expectativas.

Antenado, Lucas Ribeiro (15) aproveitou sua atuação na Semana para levar mais conhecimentos para casa: “É minha primeira participação em um evento. Ampliei minha visão sobre as pessoas com deficiência e notei que a TOTVS não tem preconceito em empregá-las; investe nelas”. Lucas sempre gostou de tecnologia e imagem. No IOS, está descobrindo as bases para sistemas administrativos e reconhece a importância desse aprendizado para sua carreira.

Auditório lotado na última palestra da Semana da Respon

Gabriela Coresma (16) também já percebeu que os valores profissionais podem ser aprendidos em diferentes experiências. A que mais lhe agrada no IOS é o projeto “Solidariedade é a gente quem faz”: “É muito legal! Arrecadamos muitas doações, mas as pessoas em geral são egoístas, não querem ajudar”. Se antes ela pensava em realizar outro curso, agora se mostra feliz por ser uma jovem IOS: “No projeto, descobri histórias interessantes. Pude enxergar as situações ‘de dentro’ e aprendi a viver com as diferenças: isso é fundamental no ambiente de trabalho”.

A possibilidade de realizar gratuitamente um curso valorizado no mercado profissional foi o que trouxe Winícius Amorin (15) para as salas de aula do Instituto: “Muitas pessoas não sabem, mas se o treinamento do IOS for cobrado será um curso bastante caro. Tem muitas qualidades!”. Apesar da pouca idade, Winícius já entende que conquistar um lugar de destaque na carreira não é tarefa simples: “O curso e o mercado exigem muito. Hoje sou mais responsável. Até meu caráter melhorou depois do IOS: hoje sei realmente usar meu tempo”, confessa.

Ex-alunos da turma de PCDs do IOS e atuais profissionai

Monitora de informática em outro curso, Marília Andrioli conta que igualmente mudou muitas percepções após estudar no IOS: “Agora, no lugar de aluna, vejo o outro lado: a paciência… Tenho dificuldade, mas presto atenção, sou esforçada”. A jovem, de 17 anos, sabe das oportunidades que o mercado de informática possibilita e pretende se graduar nesta área.

Convicto, Kauê Oliveira (16) logo declara: “O IOS me chamou a atenção pela oportunidade dos cursos. O ERP é diferente de tudo o que se vê por aí”. Determinado, entre seus planos está uma graduação em Jornalismo, muito estudo e se tornar empreendedor: “Depois deste treinamento do IOS, quero fazer Automação Comercial e, com esses cursos, montar uma empresa”. A lição inicial certamente Kauê já entendeu: “No Instituto, aprendi a lidar com as diferenças”.

Nossos alunos arrasaram em cada detalhe

Trabalhar com as diferenças e buscar as semelhanças são os desafios do mercado profissional de Gabriela Campos. Aos 19 anos, a jovem se preocupa com sua preparação para o campo das Relações Internacionais: “Quando cheguei ao IOS, vi que o curso não era só informática, mas também administrativo. Quero focar na área de políticas públicas e isso exige administração. Interesso-me pelas questões do poder, mas coloco na balança. Espero resultados”. Gabriela declara que o treinamento não é fácil: exige força de vontade, pulso firme, metas fixas. E tudo vale a pena: “Um curso gratuito é uma grande oportunidade. O aluno precisa entender que pode criar novas oportunidades, diariamente. Mas, tudo depende da oportunidade que dá a si mesmo”, enfatiza, diplomática.

Uma equipe super talentosa

Igualmente interessado pelas questões sociais, Thiago Pereira é um jovem que trabalha por sua comunidade: “Sou coordenador de projetos da paróquia de minha comunidade e lá buscamos tirar as crianças do lado ruim e levá-las para nossas atividades”. Para isso, o aluno investe em seus conhecimentos: “Sou bastante observador. Assisto vários tipos de palestras, mas ainda não tinha visto uma sobre pessoas com deficiência”. Aos 18 anos, Thiago já é um ativo agente transformador de seu meio social e aponta que muitos problemas não são resolvidos por falta de apoio: “A mídia só mostra traficantes grandes. Os outros, que atuam em comunidades menores, continuam ‘livres’. Conheci pessoas que usaram drogas e já morreram. Busco ajudar a comunidade, mas não é fácil”. Apesar das dificuldades, o jovem não pensa em desistir: “Quero ser a diferença nesses lugares. Fiz o projeto ‘Solidariedade é a gente quem faz’ na minha comunidade”. Thiago pensa em se graduar em Engenharia Civil ou ingressar na Base Aérea Brasileira.

Trilhe conosco este caminho!

O IOS é feito de jovens talentosos como esses, de militantes como Flávia Cintra ou de pessoas interessadas em fazer o bem como você! Trilhar o caminho do voluntariado não é difícil. A única exigência é o primeiro passo. Faça sua parte: a sociedade precisa de pessoas com o coração aberto. E, se precisar de ajuda para começar, o IOS está aqui para te ajudar! Vamos caminhar juntos?

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"Como ex-aluno e atual instrutor do IOS, é gratificante participar do desenvolvimento profissional e tecnológico de tantos jovens."

Rafael Lopes dos Santos
Instrutor de Informática

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